Teia metálica do Banco de Lisboa, século XIX

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A marca de água era um dos mais antigos elementos de segurança utilizados nos papéis de valor. Por isso, a sua incorporação nas notas do Banco de Lisboa foi natural. Para produzir esse elemento, era necessário utilizar uma teia, que criava diferenças de espessura na pasta de papel aquando do fabrico das folhas.

TEIA METÁLICA

Banco de Lisboa

Portugal

1822-1846

Aço e latão

Sabia que…

O Banco de Portugal emitiu notas com marca de água do Banco de Lisboa até à década de 1870?

A marca de água foi desenvolvida em Itália nos finais do século XIII e é um dos mais antigos elementos de segurança utilizados em papéis de valor. Quando em 1822 o Banco de Lisboa iniciou as suas emissões de notas, as primeiras em Portugal, a utilização da marca de água no papel-moeda já estava perfeitamente estabelecida.

A marca de água era introduzida aquando da produção da folha de papel com recurso a formas ou teias como esta, usada no fabrico de papel para notas e ordens do Banco de Lisboa, na fase final da instituição.

Esta teia é constituída por uma estrutura de madeira à qual se fixou uma fina malha de latão. Sobre a malha, dispôs-se um complexo padrão de fios metálicos, com elementos geométricos e vegetalistas acompanhados pelo nome do Banco. Com esta teia, era possível produzir o papel filigranado necessário para duas notas ou ordens.

Para fabricar o papel, espalhava-se sobre a superfície da teia uma pasta preparada a partir de trapo. As fibras depositavam-se sobre a trama e os fios metálicos, mais altos, criavam diferenças de espessura no papel, dando assim origem à marca de água. Diferentemente das atuais, as marcas de água do Banco de Lisboa estendiam-se a praticamente toda a área do papel.

O desenho da marca de água nesta teia foi também utilizado nas primeiras notas do Banco de Portugal, que fizeram uso de papel do antigo Banco de Lisboa.

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