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Este é o único exemplar conhecido dos leais de prata mandados cunhar na casa da moeda do Porto durante o reinado de D. Afonso V (r. 1438-1481). Pela sua qualidade e valor, os leais de prata eram frequentemente alvo de exportação.

LEAL
D. Afonso V
Porto
1438 – c. 1463
Prata

Sabia que...

Em 1441, no Porto, 1 leal de prata poderia comprar 1 alqueire de trigo (c. 8 litros) ou 2 almudes de vinho (c. 16 litros)?

Depois de décadas de guerras com Castela, sucessivas desvalorizações e inflação, a situação monetária de Portugal entrou numa fase de relativa estabilidade a partir da década de 1420. No reinado de D. Duarte (r. 1433-1438), Portugal adotava o real branco como unidade monetária e conseguia regressar finalmente à cunhagem de moedas de prata e de ouro.

O leal de prata surgiu neste contexto de estabilização monetária. Terá sido criado em 1434-1435, em prata de 11 dinheiros (91,6%) e com um valor nominal de 10 reais brancos. Em 1436, procurando incentivar a importação de prata e a emissão de leais, D. Duarte isentava do pagamento da dízima alfandegária todas as importações de prata com destino à casa da moeda.

Tal como no reinado anterior, os leais de D. Afonso V foram produzidos nas casas monetárias de Lisboa e, em menor quantidade, do Porto, no edifício da atual Casa do Infante. As cunhagens de leais do Porto durante este reinado são atualmente conhecidas através deste exemplar único, que se distingue dos seus congéneres de Lisboa pela presença da letra monetária P no anverso e pelo seu estilo.

Moeda de boa qualidade, como sugerido pelo seu próprio nome, os leais eram frequentemente alvo de entesouramento e exportação. Por esse motivo, o infante D. Pedro, regente em nome de D. Afonso V, decidiu elevar o seu valor a 12 reais brancos logo em 1441.

A emissão de leais terá continuado o mais tardar até aos inícios da década de 1460. Durante o seu período de existência, o leal terá sido a única moeda de prata cunhada em Portugal.

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