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Originário de Lar, na Pérsia, o larim era uma moeda de prata fina em forma de barrinha dobrada que circulou abundantemente no Golfo Pérsico, Mar Arábico e Ásia do Sul entre os séculos XVI e XVII.

LARIM

Índia

Filipe I

Finais do século XVI

Prata

Sabia que...

Nos finais do século XVI, os larins eram uma moeda essencial na aquisição da pimenta indiana?

Quando em maio de 1498 Vasco da Gama procurava obter uma audiência do Samorim de Calecute, os portugueses desconheciam quase totalmente o funcionamento e organização das sociedades e economias orientais. A sua ignorância era tal que as ofertas apresentadas pelos portugueses — têxteis, coral, açúcar, azeite e mel — foram consideradas impróprias do mais pobre dos mercadores árabes ou indianos.

Os portugueses aperceberam-se rapidamente de que teriam de se adaptar às realidades locais e que não poderiam deixar de fazer uso dos instrumentos monetários internacionais já estabelecidos: entre esses instrumentos, encontrava-se o larim, meio de pagamento fundamental na aquisição das especiarias.

O larim era uma moeda de prata fina em forma de barrinha dobrada que circulou abundantemente no Golfo Pérsico, Mar Arábico e Ásia do Sul entre os séculos XVI e XVII. A sua origem era comummente atribuída à região persa de Lar, topónimo donde derivou o seu nome. Mais tarde, desenvolveram-se centros de produção em Ormuz, na Índia, Maldivas e no Ceilão, e a circulação dos larins estendeu-se até ao Pacífico ocidental.

Entre os portugueses, os larins eram também conhecidos por “tangas” e “tangas larins”. Na Goa dos finais do século XVI, o larim era objeto de operações cambiais sazonais altamente lucrativas que jogavam com as flutuações na oferta e procura de moeda, e com os ritmos das armadas para ocidente e oriente.

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