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A partir de finais do século XVII, com as sucessivas descobertas de ouro, o Brasil passou da escassez crónica à superabundância de meios de pagamento. O ouro circulava como dinheiro sob diversas formas: em pó, moeda, mas também em barra, recebendo para tal diversas marcas de autenticação e qualidade.


BARRA N.º 208

D. Maria I

Vila Rica

1796

Ouro    

Sabia que …

A mais antiga barra de ouro brasileira hoje conhecida data de 1778 e foi fabricada na casa de fundição de Sabará?

Em maio de 1500, Pero Vaz de Caminha informava o rei de que não tinha sido possível encontrar ouro, prata ou outros metais no recém-descoberto Brasil. Apesar de múltiplas expedições, foram necessários quase dois séculos para que os portugueses, instigados pelas riquezas da América espanhola, conseguissem descobrir depósitos significativos de ouro em território brasileiro.

A partir 1692-1695, multiplicaram-se as descobertas de ouro na região das “Minas”, à qual foram atraídas centenas de milhares de pessoas das mais variadas zonas, condições sociais e idades. O ouro começou então a circular em abundância, tomando a forma de pó, folheta ou barra. Procurando regular a extração, tributação e circulação desse ouro, a Coroa experimentou diversos sistemas, acabando por se fixar, em 1750-1751, no sistema de casas de fundição.

Uma das principais casas de fundição foi estabelecida em Vila Rica (hoje Ouro Preto) e foi precisamente lá que esta barrinha foi fundida, ensaiada e marcada. Datada de 1796, representa uma fase tardia e descendente no ciclo do ouro do Brasil. Para além da data, podem observar-se na sua frente diversas marcas que visavam garantir a qualidade e autenticidade da barra e que indicavam o seu número de série, o local de produção, o peso (em oitavas e grãos), a pureza do ouro (em quilates) e a identificação do ensaiador responsável pela aferição da barra.

Para circular legalmente, a barra devia ser acompanhada da sua respetiva guia, que registava as suas informações básicas e indicava ainda o seu proprietário. Além da guia, havia também livros de registo onde estavam inscritas todas barras produzidas. As cautelas com a autenticidade das barras eram plenamente justificadas, pois a falsificação de barras e de guias era uma realidade aparentemente frequente.

 

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