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Durante a Segunda Guerra Mundial, o Banco de Portugal decidiu emitir pela primeira vez notas de 5000 escudos. No entanto, as notas acabariam por permanecer nos cofres do Banco durante mais de três décadas. Em 1974, foram quase todas destruídas, sobrevivendo apenas alguns espécimes raríssimos como este.

5000 ESCUDOS
Espécime de nota
Chapa 1
Banco de Portugal
29-09-1942
Papel

Sabia que...

A efígie da rainha D. Leonor usada nesta nota se baseia diretamente numa estátua criada em 1935 pelo escultor Francisco Franco?

Em 1942, afastado dos conflitos armados ao abrigo de uma neutralidade colaborante, Portugal conseguia evitar os impactos mais imediatos e dramáticos da Segunda Guerra Mundial. Embora afetado por uma crise de escassez de bens essenciais, o país tinha saldos positivos na sua balança comercial, essencialmente devidos à exportação de volfrâmio, e beneficiava de um afluxo notável de capitais.

Todavia, a situação positiva da balança de pagamentos criou um excesso de liquidez, provocou o aumento significativo da circulação monetária e acabou por impulsionar um processo inflacionista.

Foi neste contexto de inflação e expansão da oferta monetária que o Conselho de Administração do Banco de Portugal decidiu introduzir na circulação, pela primeira vez, uma nota de 5000 escudos. Em 29 de setembro de 1942, era assim criada a chapa 1 desta denominação. Nesse mesmo dia, para corresponder às necessidades da circulação, foi igualmente decidida a criação de novas chapas para as notas de 500 escudos e de 1000 escudos, a mais elevada denominação até então emitida.

A nota de 5000 escudos deveria ter na sua frente, como figura dominante, a efígie da rainha D. Leonor (n. 1458 – m. 1525), esposa do rei D. João II, irmã do rei D. Manuel I e figura-chave na criação das misericórdias portuguesas. O verso da nota era marcado por uma vinheta alegórica alusiva à Caridade, numa remissão direta para a obra assistencial promovida pela rainha.

Impressas em Inglaterra pela Bradbury, Wilkinson & Co., um dos fornecedores habituais de notas ao Banco de Portugal, as notas de 5000 escudos acabariam por nunca ser emitidas. Logo em novembro de 1942, o Ministério das Finanças considerou inoportuna a sua emissão e as notas permaneceram em depósito até 1974, sendo então destruídas.

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