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Nas últimas décadas do século XIV, a dinastia Ming encontrou nas emissões de papel-moeda uma fonte aparentemente ilimitada de dinheiro. O governo imperial lançou milhões de notas em circulação, mas a inconvertibilidade das notas e o excesso de emissão minaram a confiança do público e acabaram por ditar o fracasso do papel-moeda na China.

1 GUAN
China
1375-1424
Papel de casca de amoreira

Sabia que...

As notas Ming eram impressas num papel produzido a partir da casca de diferentes espécies de amoreira e de outras espécies como o bambu e o cânhamo?

Na primeira metade do século XI, o governo imperial Song emitia na China as suas primeiras notas convertíveis em moeda metálica (jiaozi), regulando e centralizando as emissões anteriormente efetuadas por mercadores privados. As emissões foram continuadas durante a dinastia Yuan e nos finais do século XIII Marco Polo pôde testemunhar, com espanto, a circulação destas notas.

É nesta tradição plurissecular que entroncam as emissões fiduciárias da dinastia Ming, efetuadas entre 1375 e c. 1424, e conhecidas como Da Ming baochao (“notas do Tesouro da Grande [Dinastia] Ming”). As notas deste período foram emitidas em várias denominações, a mais elevada das quais valia oficialmente 1 guan, unidade de conta equivalente a 1000 moedas de bronze de 1 wen. A ideia da equivalência monetária estava expressa não só na denominação, mas igualmente na fiada (guan) de moedas representada no centro da nota.

O texto que ocupa o painel inferior da nota regista mensagens de especial importância. Se o texto, por um lado, advertia que a contrafação era punível com a morte e o confisco de bens, por outro, incentivava a delação do crime com a oferta, ao delator, de 250 taéis de prata (c. 9,4 kg) acrescidos dos bens do criminoso.

A inconvertibilidade das notas e o excesso de emissão inspiraram grande desconfiança junto do público, provocaram a rápida desvalorização das notas no mercado e acabaram por ditar o descrédito generalizado do papel-moeda. De facto, em 1394, o valor de mercado das notas de 1 guan tinha caído para menos de 20% do seu valor facial. O governo chegou mesmo a proibir o uso da moeda metálica e da prata em transações. Contudo, a inflação e a profunda desvalorização das notas levaram o governo imperial a abandonar o papel-moeda na década de 1430.

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