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As notas de 500 escudos, chapa 2, protagonizaram uma burla de contornos inéditos que ficou conhecida como “caso Angola e Metrópole” ou “caso Alves Reis”. Com base em contratos falsificados, Alves Reis introduziu em Portugal centenas de milhares de notas ilegais deste tipo, algumas das quais ficaram conhecidas como “camarões”.

500 ESCUDOS
Chapa 2
Banco de Portugal
17-11-1922
Papel

Sabia que…

O Banco de Portugal decidiu pagar aos portadores mais de 209 700 notas ilegais de 500 escudos, chapa 2, apesar de não estar legalmente obrigado, e que o valor destas notas corresponde a 0,78% do Produto Interno Bruto estimado de 1925?

No dia 7 de dezembro de 1925, a Direção do Banco de Portugal anunciava inesperadamente a retirada de circulação da chapa 2 da nota de 500 escudos. Esta medida drástica fora tomada na sequência da descoberta, no Porto, de notas deste tipo com o mesmo número de série.

À primeira vista, tratava-se de um caso típico de contrafação. Porém, este caso não tinha nada de típico. Desde logo, porque as notas duplicadas eram virtualmente indistinguíveis umas das outras. E por uma boa razão: os duplicados tinham sido produzidos pelo mesmo fabricante das notas legalmente emitidas pelo Banco de Portugal, com o mesmo tipo de papel, os mesmos elementos de segurança e, em parte, com as mesmas chapas.

Na verdade, um grupo liderado por Artur Alves Reis tinha conseguido obter do impressor inglês Waterlow & Sons 580 000 notas de 500 escudos da chapa 2, utilizando contratos falsificados pretensamente assinados entre Alves Reis e o alto-comissário de Angola, por um lado, e o alto-comissário de Angola e o Banco de Portugal, por outro.

A presente nota pertence à segunda das emissões ilegais lançadas na circulação pelo grupo de Artur Alves Reis. Terá sido colocada em circulação a partir de setembro de 1925, pelo Banco Angola e Metrópole, fundado pelo grupo de Alves Reis em julho desse ano.

Diferentemente das outras notas ilegais, esta nota apresenta uma coloração anormal. De facto, sabe-se que parte das notas foi submetida a um banho com sumo de limão com o objetivo de envelhecê-las artificialmente e de lhes retirar o forte cheiro a tinta. A coloração resultante denunciava a sua origem criminosa e lembrava a cor do camarão, razão pela qual essas notas ficaram conhecidas como “camarões”.

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