Ânforas Imperiais

Ânforas Imperiais

Exposição temporária que ocorreu entre 30 de junho e 31 de dezembro de 2016.

 

Na Antiguidade Clássica, as ânforas foram recipientes de transporte alimentar por excelência. A sua abundância em contextos arqueológicos transforma-as num importante indicador económico, permitindo compreender os padrões de produção, hábitos de consumo e dinâmicas do comércio da Bacia do Mediterrâneo, à época.

Partindo do porto de Olisipo para pontos tão distantes como a Península Itálica, a Gália, o Norte de África ou mesmo a costa da atual Turquia, a exposição colocou em paralelo vários fragmentos de diversas tipologias de ânforas fabricadas na Lusitânia e noutras regiões do império, os produtos que transportavam - vinho, azeite, preparados piscílocas - e as moedas usadas nas transcções. Em conjunto, são testemunhas do importante papel desempenhado pelo porto de Olisipo na economia romana nos circuitos oriundos da bacia mediterrânica. 

 

A escavação arqueológica no Edifício Sede do Banco de Portugal gerou um importante acervo arqueológico, expresso em mais de cem mil fragmentos cerâmicos que se distribuem por várias épocas, num espectro temporal que abarca toda a Era Cristã.

Nos dois mil anos de História que foram recuperados, a etapa inicial assume particular importância pelo volume de ocorrências e, dentro dos seus diversos conjuntos, as ânforas são as peças que permitem uma melhor aproximação ao mundo romano, às dinâmicas da cidade de Olisipo e à sua economia, o tema central do Museu do Dinheiro.

Na sequência do projeto de estudo e divulgação do espólio resultante dos trabalhos arqueológicos no Banco de Portugal, este conjunto surge então como uma referência obrigatória no plano de exposições temporárias de Arqueologia.

Antecedida pela exibição da estacaria pombalina, um ícone da Lisboa moderna, a exposição das ânforas romanas imperiais transportou-nos para um mundo mais distante e para uma outra cidade, que, embora muito diferente, partilhava a relação com o rio e a mesma vocação mercantil, o pilar do seu desenvolvimento. Em simultâneo, foi realçado a importância dos fragmentos arqueológicos como elementos privilegiados para resgatar a memória deste período e das diversas facetas da integração de Olisipo nas redes do comércio romano.

 

Ficha técnica

Responsável científico
Artur Rocha

Coordenação, desenho de exposição, numismática, programação e educação
Museu do Dinheiro - Departamento de Serviços de Apoio/Banco de Portugal

Design gráfico e de vitrinas, iluminação
Departamento de Serviços de Apoio/Banco de Portugal

Sonoplastia
Um segundo Filmes

Tradução
Miguel Batista

Estruturas
Metalcário, Lda.

Segurança
Departamento de Serviços de Apoio/Banco de Portugal

Informações

Exposição temporária que ocorreu entre 30 de junho e 31 de dezembro de 2016.

Durante o decorrer da exposição ocorreram visitas orientadas pelo Arqueólogo Artur Rocha.

Mais informações para info@museudodinheiro.pt ou +351 213 213 240

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