Marca de água - Carla Rebelo

Exposição temporária que ocorreu entre 13 de julho e 7 de outubro de 2017.

 

No âmbito do Plano Tangente um programa de exposições temporárias do Museu do Dinheiro que visou a divulgação da criação artística emergente, nas suas várias disciplinas. O programa contemplou a apresentação do trabalho de artistas portugueses contemporâneos, em diálogo com a arquitetura do museu e as suas coleções.

 

A exposição apresenta 3 peças muito diversas, todas ligadas à memória do sítio. Cada instalação estabeleceu uma relação com a história da antiga igreja de S. Julião, e aludiu às transformações que ocorreram na estrutura do edifício e do plano urbano onde este se edifica.

Na instalação Marca de água, teia e trama, suspensas sobre o altar, representam uma sucessão de desenhos de plantas, as muralhas de lisboa, a desaparecida Patriarcal de D. João V, a igreja de S. Julião e o museu atual.

A escultura S/título é simultaneamente um desenho que resulta da sombra que delineia a estrutura de madeira. A forma replica a janelas em ogiva que, através da cúpula, iluminam a nave. Como se de um objeto fraturado se tratasse, a peça recorda o período em que as pedras e cantarias do edifício estiveram numeradas para que a anterior igreja pudesse ser transportadas e instalada num outro lugar, o que nunca veio a acontecer.

No coro alto surpreende-nos uma escultura formada por 39 paralelepípedos em madeira e espelho. As peças, dispostas no pavimento, decalcam a reticula ortogonal da Baixa e dos seus “edifícios quarteirão” racionalmente implantados aquando da reconstrução pombalina. Sobre os espelhos o desenho a tinta negra representa o mapa de Lisboa prévio ao terramoto, um traçado orgânico traduz o crescimento da cidade medieval, desde a colina do castelo à beira-rio. A superfície espelhada desta escultura oferece um outro plano de leitura: o abismo. A ilusão é provocada pela reflexão da cúpula da nave que aparece invertida e nos deixa pistas para outras interpretações. 

Sob a claridade da arquitetura barroca três instalações evocam as memórias deste lugar e convidam o visitante a imaginar as linhas que unem elementos e espaços: a ogiva e a sombra; a terra e o céu; o tempo e o lugar; a leveza e a materialidade. 

 

Ficha técnica

Coordenação geral, produção executiva, montagem e iluminação de exposição 
Museu do Dinheiro - Departamento de Serviços de Apoio/Banco de Portugal

Arquitetura, projeto museográfico, gráfico e comunicação 
Departamento de Serviços de Apoio/Banco de Portugal

Estruturas e manutenção
Departamento de Serviços de Apoio/Banco de Portugal

Tradução
Banco de Portugal

Estruturas
UH! Frases ilustradas e Mecânica Piedense

Segurança
Departamento de Serviços de Apoio/Banco de Portugal

Informações

Exposição temporária que ocorreu entre 13 de julho e 7 de outubro de 2017.
No âmbito do Plano Tangente um programa de exposições temporárias do Museu do Dinheiro que visou a divulgação da criação artística emergente, nas suas várias disciplinas. O programa contemplou a apresentação do trabalho de artistas portugueses contemporâneos, em diálogo com a arquitetura do museu e as suas coleções.

Durante o decorrer da exposição ocorreu uma visita orientada por Carla Rebelo e uma conversa com a artista e uma curadora (Leonor Nazaré).

Mais informações para info@museudodinheiro.pt ou +351 213 213 240

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